Desde a sua implantação, na década de 20, o rádio construiu um papel importantíssimo na comunicação brasileira, se tornado o difusor mais ágil e popular no país, cuja linguagem e formação serviram de base para outros difusores midíaticos.
Dados de pesquisa do IBGE apontam que a popularidade desse veículo é maior do que a de qualquer outro no Brasil. A sua abrangência é de 89% contra apenas 81 % da Tv; sendo que na zona rural a diferença é maior ainda, 48 % são os que possuem um aparelho televisor contra 80% que tem em sua casa um rádio. A simpatia brasileira pelo rádio então é evidente.
O que começou oficialmente com o discurso do presidente Epitácio Pessoa em 7 de setembro de 1922, hoje é parte da consolidada história do rádio no Brasil. Cada década dessa caminhada foi marcada por mudanças significantes.
Áudio de Roquete Pinto:
Década de 20, período entre guerras no contexto mundial, foi marcada pela primeira radio transmissão. Roquete Pinto, considerado o pai do rádio no Brasil fundava a primeira emissora a Rádio Sociedade. A partir disso as rádios que surgiam eram associações, clubes que funcionavam com o dinheiro arrecadado por um sistema de mensalidades. Com a finalidade cultural e educativa, a programação era voltada à elite, transmitiam-se óperas, recitais de poesia e palestras, assim como aulas de Português, Biologia, matemática e etc.
Os receptores eram caros e importados, nenhuma radio ficava mais de 4 horas no ar para não aquecer o transmissor.
"Seu padeiro não se esqueça, tenha sempre na lembrança, o melhor pão é o da padaria Bragança", o anuncio improvisado de uma padaria do Rio de janeiro é feito pelo cartunista Antônio em 1932.A era comercial da década de 30 teve com ponta pé inicial uma nova lei que aprovava a veiculação de propagandas, a rádio passava de associação para empresa, visando então o lucro. Com isso modificava-se a programação, o que era erudito convertia-se em popular. Vargas não só aprovou a nova lei como criou em 1934 a voz do Brasil que é transmitida até hoje. Apareciam os primeiros programas de auditório, a inclusão de artistas e produtores. Era tempo de disputa por popularidade.
Nos anos 40, a chamada época de ouro, o rádio atingia o seu auge, foi tempo de buscar o aperfeiçoamento da linguagem de rádio. Fervilhavam atrações inovadoras; grandes nomes da musica estrelavam: Cauby Peixoto, Elizeth Cardoso, Ângela Maria, Dircinha Baptista e outros. Em 1941 era formado o primeiro sintoma de globalização, com a segunda guerra mundial surgia o Reporte Esso e seu radiojornalismo pioneiro, que usava o slogan de “testemunha ocular da História”. Logo depois em 1942 é apresentada a primeira radio novela Em busca da felicidade;
Acompanhando os anos 50, podemos ver que o rádio atravessava uma fase de transição em que era vislumbrada uma perda de espaço para o novo meio de comunicação que chegava no Brasil, a TV. Trocam-se os programas humorísticos pela veiculação de música. Com os artistas migrando para televisão, era necessária alguma inovação, que surgiu com o novo transistor, que possibilitava a externas ao vivo.
As FM’s aparecem na década de 60 trazendo muito mais música. Seguida pelos anos 70, época de pluralidade e de programas interativos, participação social. Nasciam as rádios comunitárias e surgiam também agencias de produção radiofônica.
Os anos 80 e 90 formam um embrião do que temos hoje, transmissões de rádio via satélite, o uso de CD’s, radio a cabo e por fim a Internet. Esta ultima trazendo então a novidade, a Rádio Digital, tecnologia que ainda não se estabilizou.
O breve panorama acima mostra algumas das memórias da trajetória de radiodifusão, com o intuito de nos mostrar que mesmo com as novas tecnologias o rádio não perdeu o seu valor, ele tem papel importantíssimo na comunicação Brasileira. O seu trajeto foi marcado por evoluções e adaptações, que só foram possíveis através da receptividade do publico nacional. Esse veículo popular e tradicional é palco de profissionais como nós, da comunicação, que temos o poder de construir mais histórias.
Fonte:
http://www.locutor.info/
http://www.microfone.jor.br/historia.htm
acessado em 28/09/2009
terça-feira, 29 de setembro de 2009
Memórias do veículo mais tradicional e popular do Brasil
Postado por Anna Porto às 12:56:00 PM 0 comentários
Marcadores: Comunicação., História do Rádio, Rádio no Brasil
quinta-feira, 10 de setembro de 2009
All men have secrets and here is mine so let it be known.
É hora de contar a história
De como você pegou uma criança
E fez dela um velho
É hora de contar a história
De como você pegou uma criança
E fez dela um velho
The Smiths
De como você pegou uma criança
E fez dela um velho
É hora de contar a história
De como você pegou uma criança
E fez dela um velho
The Smiths
Toda a discussão, o meio modifica as pessoas, quais são as influências e etc; Penso que o tempo é que vai dizendo mesmo no que a gente se transforma. As vezes me pego supresa com as transformações que me ocorreram, em tempos estes que até a minha mãe adimite e me diz " te acho muito melhor do que pensei que tu fosse". Ok, se for um elogio eu agradeço. Sabe quando a gente se olha no espelho e pensa éissomesmoqueeuqueriaser? Tandam! Comigo é novidade. E tenho que adimitir num tom de frustração que para mim nem é grandes coisas. A história da Anna é criar espectativas sobre fatos inéditos e depois relativiza-los e muni-los de desimportância. Pra mim a mudança alcança um tom fugaz. Vamos lá, quem nunca se dividiu em várias personalidades, fases? Tem gente que sabe ser, que apenas é, que não são e outros que estão no meio do caminho. Qual deles você é? E envelhecer é se acostumar?
Postado por Anna Porto às 6:02:00 PM 3 comentários
Marcadores: Envelhecer, Smiths, Tempo
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